Conheci a cobra do paraíso que me fez morder a maça
Cai na tentação e fui expulsa do jardim do Éden
Levei a culpa da humanidade e o castigo da dor
Descobri que possa tapar a vergonha com folhas
E que não sou faquir,por isso as cobras não se simpatizam comigo
E mesmo não sendo apedrejada em praça pública
Tornei-me judas de mim mesma
E pedindo a redenção
Implorei pelo perdão da minha conciência
Fiz sacrifícios,me redimi perante meus pecados
Porém fraquejei
Entreguei-me a tentação
Sendo crucificada pelos telhados de vidro
Tornei morder a maça
Induzi minha metade,que por causa de uma costela estamos unidos em fim
E aqui o pecado não mora ao lado ele mora em mim
Sou a tentação da carne
A vergonha exposta
A sedução da cobra
A traição do irmão
O beijo que condena
O delírio da paixão
Sou judas de mim mesma
Entregue a perdição.
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